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Após afastamento de vereadores, Câmara de Cabedelo segue desfalcada e não há certeza de convocação de suplentes

Após mais quatro vereadores de Cabedelo terem sido afastados dos cargos nesta quarta-feira (04) por envolvimento na Operação Xeque-Mate, a Câmara Municipal agora segue desfalcada. Até o momento, não há definição sobre a convocação dos suplentes, o que significa que somente 11 cadeiras das 15 disponíveis estão preenchidas.

O assessor jurídico da Câmara de Cabedelo, Rouger Guerra, explicou em contato com o ClickPB, que “com base no que a gente tomou conhecimento, o afastamento se deu pelo prazo de 120 dias, dos vereadores. O regimento interno diz que só há convocação de suplentes quando o afastamento é superior a 120 dias”. Como o afastamento cautelar decidido é de 120 dias, até o momento não há indicação de convocação dos suplentes para assumirem os cargos vagos.

Ainda de acordo com o assessor jurídico, “para não incorrer em erros, nós decidimos consultar o magistrado acerca da necessidade de convocação dos suplentes”. A expectativa é que o juiz Henrique Jácome responda com rapidez à consulta feita pela Câmara Municipal.

A própria Câmara Municipal de Cabedelo ainda não foi notificada formalmente da decisão judicial sobre o afastamento dos vereadores. Portanto, a Câmara de Cabedelo seguirá temporariamente com 11 vereadores.

Os quatro vereadores mais recentemente afastados dos seus cargos por decisão judicial foram Benone Bernardo da Silva, Jonas Pequeno dos Santos, Janderson Bizerril de Brito e Josimar de Lima Silva.

A investigação aponta que quatro candidatos a vereador ainda no ano de 2016 teriam recebido vantagem indevida das mãos do então prefeito da cidade, Leto Viana. Segundo o Gaeco, eles teriam recebido o valor de R$ 200 mil para compor seu grupo de sustentação política no parlamento. Em troca, de acordo com o que apurou o ClickPB, os vereadores eleitos assumiam o compromisso de satisfazer os desejos pessoais de Leto Viana e de seus aliados.