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Publicado em: 17 de julho de 2026

Grupo Quadrilha e DJ Eric Furni se apresentam no Circulador Cultural neste domingo

Grupo Quadrilha e DJ Eric Furni se apresentam no Circulador Cultural neste domingo

O projeto Circulador Cultural deste domingo (19) será comandado pelo DJ Eric Furni, com releituras e versões eletrônicas de clássicos e também forró pé-de-serra, e o grupo Quadrilha, que promete encantar o público com músicas autorais. O evento, que tem como cenário a Casa da Pólvora, no Centro Histórico da cidade, é realizado pela Prefeitura de João Pessoa, por meio da sua Fundação Cultural (Funjope), e começa a partir das 16h.

O diretor executivo da Funjope, Marcus Alves, afirmou que o Circulador Cultural é uma ação de muito sucesso que a Prefeitura de João Pessoa realiza há cinco anos na Casa da Pólvora, um lugar que a Fundação elegeu para acolher projetos culturais e artísticos de diversas linguagens que tenham esse desejo de criatividade dos artistas.

Ele destacou que a Casa da Pólvora é um ambiente para a arte alternativa da cidade de João Pessoa e de toda a Paraíba, e lembrou que neste espaço a Funjope tem realizado, com sucesso, belíssimos shows, exposições, performances de teatro e de literatura. Assim, o equipamento se tornou um ponto de referência e um lugar de encontro da juventude criativa, de perfil universitário.

“Isso é muito significativo dentro desse projeto de cultura que nós desenvolvemos junto com o prefeito Leo Bezerra, uma política de cultura que valoriza a diversidade de culturas da cidade de João Pessoa e de toda a Paraíba. Essa diversidade encontra, na Casa da Pólvora, um lugar muito propício e acolhedor. Temos sempre um público garantido e uma festa muito bonita com os nossos músicos, nossas cantoras e os nossos artistas mostrando a sua potencialidade criativa”, frisou o diretor.

Grupo Quadrilha – O Grupo Quadrilha é um quarteto vocal e criativo formado pelos músicos Elon, Pedro Índio Negro, Guga Limeira e Amorim. Para Elon, o Circulador Cultural é um ponto de encontro da cultura viva no Centro de João Pessoa. “É uma bela vitrine para as manifestações artísticas do estado, trazendo cultura de qualidade dentro do cenário turístico”, pontuou.

Quadrilha by Thayse Gomes 2

Conforme o Pedro Índio Negro, a seleção de músicas foi feita com base na trajetória da Quadrilha, que completou oito anos de existência em 2026. Com 3 EPs lançados – o próximo será este ano – o trabalho do grupo é bastante calcado na poesia e nos ritmos afro-nordestinos, com influências de grupos como Boca Livre, Tincoãs e MPB4.

Guga Limeira destacou que músicas como ‘Abismo’ e ‘Começo, meio e fim’, primeiros singles da banda lançados em 2019, estarão presentes no repertório, também passando pelos outros álbuns lançados e duas músicas do próximo álbum.

Já Amorim comentou que a expectativa é de atrair um bom público para o Circulador Cultural: “A última apresentação da Quadrilha em um evento na Casa da Pólvora contou com um largo lotado com aproximadamente 500 pessoas. Esperamos que o feito se repita e se amplie, para mostrarmos também nossa nova produção”, acrescentou.

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Criado em 2018, o Grupo Quadrilha desenvolve seu trabalho calcado na poesia paraibana e em diálogo com as mais diversas vertentes culturais. Possui três EPs lançados, Quadrilha (2019); Quadrilha Ao Vivo (2020) e Pra já (2020), além dos singles Abismo (2019); Começo, Meio e Fim (2019); Desentristecer (2023) e Céu na Sola do Sapato (2025) sendo a harmonia vocal sua principal característica.

Suas apresentações são marcadas pelos arranjos vocais elaborados e intensos, e desfila em seus concertos canções compostas pelo próprio grupo e releituras de suas influências. A junção de artistas com naturalidades, personalidades e influências diversas resulta na criação de uma música híbrida, fundada na poética de suas vivências, falando de amor e de batalhas diárias.

DJ Eric Furni – O DJ Eric Furni, que abre a programação do Circulador Cultural neste domingo, vê o evento como uma iniciativa extremamente importante para fortalecer a cultura da cidade. “É um projeto que democratiza o acesso à arte, valoriza os artistas locais e ocupa espaços históricos com manifestações culturais de qualidade. Além de aproximar o público da produção artística paraibana, ele reforça a importância da cultura como ferramenta de identidade, pertencimento e transformação social”, avaliou.

DJ Eric Furni credito Igor Melo 1 1

Para fortalecer ainda mais o Circulador Cultural, o músico preparou um repertório que valoriza a música brasileira, trazendo releituras e versões eletrônicas de grandes clássicos, sempre respeitando a essência das raízes culturais paraibanas e nordestinas. O público pode esperar uma mistura de brasilidades com house music, afro house, disco house e nu disco. E, como já é uma marca de suas apresentações, o forró pé-de-serra ganha um espaço especial no set, criando uma conexão muito forte com a identidade nordestina.

Algumas das referências que fazem parte do repertório são clássicos de Luiz Gonzaga, como ‘Asa Branca’, ‘Xote das Meninas’ e ‘Sala de Reboco’, apresentadas em versões que dialogam com a música eletrônica. Furni também costuma fazer releituras de artistas brasileiros como Gilberto Gil, Jorge Ben Jor e Tim Maia, além de faixas contemporâneas que conversam com essa proposta de unir tradição e modernidade. A ideia, segundo ele, é fazer o público reconhecer suas raízes em uma nova experiência sonora.

“A expectativa é a melhor possível. É uma grande satisfação participar de um projeto que valoriza a cultura local e ocupar um espaço tão importante para a história de João Pessoa como a Casa da Pólvora. Quero proporcionar uma experiência diferente para o público, mostrando como a música eletrônica pode dialogar com as nossas tradições e criar novas formas de vivenciar a cultura brasileira”, afirmou.

Conhecido artisticamente apenas como Furni, o DJ é também produtor musical, produtor de eventos e designer gráfico. Sua trajetória é marcada pela busca constante por inovação, sempre conectando a música eletrônica com diferentes referências culturais. Ao longo dos anos, vem atuando em eventos, festivais e projetos culturais, desenvolvendo apresentações que unem pesquisa musical, técnica e identidade artística. Seu trabalho tem como característica principal a fusão entre a música eletrônica e elementos da cultura brasileira, especialmente das tradições nordestinas, criando experiências que valorizam as raízes e apresentam essa riqueza em uma linguagem contemporânea.

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