Neste ano, o Cantareira vinha apresentando um nível de armazenamento preocupante, mas com as chuvas recordes de setembro conseguiu melhorar a sua capacidade.
Como seu volume agora está na faixa de atenção, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas) autorizaram a Sabesp, companhia privada que administra o sistema, a retirar até 31 metros cúbicos por segundo (m³/s) do reservatório. Antes, na faixa de alerta, a Sabesp poderia captar até 27 metros cúbicos por segundo do Sistema Cantareira. Em condições de normalidade, essa captação pode chegar a 33m³/s.
A ANA e a SP Águas acompanham diariamente os dados de níveis, vazões e armazenamento do reservatório. Essa medida obedece critérios que foram definidos pela Resolução Conjunta nº 925/2017, elaborada logo após a crise hídrica ocorrida no estado nos anos de 2014 e de 2015.
Essa resolução estabelece que a captação de água do Sistema Cantareira seja condicionada ao nível de armazenamento de água do manancial observada no último dia de cada mês.
São essas faixas que orientam os limites de retirada de água do sistema.
O Sistema Cantareira é composto por cinco reservatórios interligados – Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro – com volume útil total de 981,56 bilhões de litros. Desde 2018, conta também com a interligação entre a represa Jaguari, no Rio Paraíba do Sul, e a Represa Atibainha.
O sistema abastece cerca de metade da população da região metropolitana de São Paulo e, segundo a ANA, contribui ainda para o atendimento dos usos múltiplos da água, com destaque para o abastecimento de Campinas, nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.
Embora seus reservatórios estejam localizados integralmente em território paulista, parte das águas que os alimentam provém de rios de domínio da União, por terem nascentes e trechos no estado de Minas Gerais, compondo a bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br











