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Publicado em: 16 de outubro de 2026

Estação Cabo Branco inaugura exposição “Mitos, Arquétipos e o Imaginário”, do artista plástico Ronaldo Figlioulo

Estação Cabo Branco inaugura exposição “Mitos, Arquétipos e o Imaginário”, do artista plástico Ronaldo Figlioulo
Estação Cabo Branco inaugura exposição “Mitos, Arquétipos e o Imaginário”, do artista plástico Ronaldo Figlioulo

A Prefeitura de João Pessoa, por meio da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura & Artes, recebe neste sábado (17), a exposição individual ‘Mitos, Arquétipos e o Imaginário’, do artista visual e ceramista Ronaldo Figlioulo. A abertura será às 16h, no 1º Andar da Torre, com entrada gratuita.

Com curadoria do artista plástico e professor Ilson Moraes, a mostra convida o público a uma imersão nas formas, volumes e simbolismos que emergem da matéria.

A trajetória artística de Ronaldo Figlioulo carrega uma história marcante de reinvenção. Engenheiro e doutor em Educação, ele reencontrou na arte um espaço de liberdade após a aposentadoria. Iniciou suas práticas cerâmicas em 2015 e realizou sua primeira exposição individual em 2018.

Em 2023, ao ingressar no IMAA (Ilson Moraes Ateliê de Arte), seu trabalho passou por uma transformação decisiva. Afastando-se gradativamente do figurativo realista tradicional, Figlioulo voltou o seu olhar para as linhas, formas, volumes e movimentos. “Comecei meu trabalho fazendo figura humana e, ao pesquisar com o Ilson, ele enfatizou muito a questão de linhas, formas e movimentos”, disse o artista.

De acordo com Figlioulo, logo cedo, se encantou por esses viéses mais do que pela figura humana. “Esqueci a obrigatoriedade da representação realista, surgindo figuras que trazem uma sensação mística, arquetípica e do imaginário”, revelou o artista.

A mostra reúne peças que evidenciam o encontro entre o controle do artista e a espontaneidade da matéria. As esculturas evocam elementos orgânicos moldados pela ação do tempo — como raízes, troncos de árvores, falésias e superfícies marcadas por erosões, rupturas e encontros.

Segundo o curador Ilson Moraes, a obra de Figlioulo transita em um território de fronteira entre o consciente e o inconsciente. “As estecas se movimentam em suas mãos como instrumentos de escavação simbólica, revelando volumes que não buscam imitar o mundo visível, mas criar outros mundos possíveis. A matéria deixa de ser apenas suporte para tornar-se presença, memória e linguagem”, ressaltou Ilson Moraes.

● Local: 1º Andar da Torre da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura & Artes

Fonte: joaopessoa.pb.gov.br

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