Em nota publicada nesta sexta‑feira (4), a Transparência Internacional alertou para a possibilidade de um “colapso institucional na mais alta instância do sistema de Justiça” decorrente das revelações sobre a relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A entidade afirma que a crise poderia se estender ao processo eleitoral, abrindo espaço para a captura das instituições por forças que descreve como “populistas e autoritárias”.
Risco de colapso institucional
Segundo a organização, a combinação de “gravíssimos indícios de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e obstrução de justiça” com a suposta “retaliação autoritária” do ministro eleva o caso a uma situação que poderia ultrapassar as investigações do Banco Master.
A Transparência Internacional recomenda que, se as “vias naturais de resolução” da crise forem obstaculizadas, o plenário do STF, o Senado e o Conselho Superior do Ministério Público devem agir para restabelecer os instrumentos de responsabilização previstos na Constituição.
Caminhos para restabelecer a responsabilidade
A entidade também cobra maior transparência na condução das apurações, destacando que a divulgação dos procedimentos deve ser tratada como prioridade diante da tensão entre autoridades e da disseminação de informações falsas.
Além do ministro, a nota aponta que o procurador‑geral da República Paulo Gonet e o presidente do Senado Davi Alcolumbre podem estar envolvidos em estratégias que dificultam a responsabilização, como “disseminação de desinformação, manipulação do debate público e estímulo à divisão social”.
Ao concluir, a Transparência Internacional enfatiza que o Brasil não deve repetir tais dinâmicas, sob pena de agravar uma crise que já ameaça a estabilidade institucional.