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Publicado em: 20 de outubro de 2026

Professores de educação física da Sedec passam por formação com foco na inclusão de alunos neurodivergentes

Professores de educação física da Sedec passam por formação com foco na inclusão de alunos neurodivergentes
Professores de educação física da Sedec passam por formação com foco na inclusão de alunos neurodivergentes

A Secretaria de Educação e Cultura de João Pessoa (Sedec-JP), por meio da Divisão de Anos Finais, realiza até a próxima sexta-feira (23) uma formação para os professores de educação física do Ensino Fundamental II. A iniciativa conta com a parceria da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e foca na educação inclusiva e no planejamento coletivo.

Os encontros pedagógicos acontecem de forma descentralizada em diversos espaços educativos da Capital, incluindo o Campus I da UFPB, a Escola de Formação do Município, a Escola Municipal Aruanda e a Escola Municipal Ativa Integral Ana Cristina.

“No primeiro dia de encontro falamos sobre as questões das necessidades especiais dos alunos com deficiência. E nesse encontro de hoje, a professora retoma esse assunto, comentando, tirando as dúvidas dos professores e dando continuidade nessa formação, trabalhando as habilidades que os alunos precisam ter, cada qual no seu ano, o que deve ser focado”, explicou a secretária executiva de Educação e Cultura, Luciana Dias.

O grande diferencial desta etapa formativa é o trabalho a partir do planejamento coletivo como eixo integrador. A proposta articula os objetivos específicos de cada componente curricular a temas centrais da educação inclusiva contemporânea, tais como: neurodiversidade nas salas de aula; processos e estratégias de aprendizagem; e Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA).

Durante o processo formativo, a professora mestra do Departamento de Educação Básica do Centro de Educação da UFPB, Bertyza Falcão, trabalhou questões como qual o papel do cuidador, dos atores sociais envolvidos nesse processo de inclusão dos alunos com deficiência dentro da escola, qual o papel do apoiador escolar e do professor de Atendimento Educacional Especializado (AEE), entre outros contextos.

“Essa formação é fundamental. Inclusive, essa demanda formativa foi uma necessidade que eles [professores] apontaram na nossa avaliação diagnóstica, de entender quais as especificidades das neurodivergências, de entender o papel dos atores sociais no trato com as pessoas com deficiência na unidade de ensino. Vemos também como é que esses professores devem proceder diante de momentos de crise devida especificidade de cada criança neurodivergente. Como o professor de educação física diante dessas características pode planejar a sua práxis pedagógica? Quais as características de uma criança com TDAH? É um conteúdo bem diversificado”, afirmou a professora.

O objetivo principal da iniciativa é problematizar a prática docente diária e orientar possibilidades pedagógicas que favoreçam o engajamento, a participação e o pleno desenvolvimento de todos os estudantes, assegurando de forma efetiva o direito à educação. “Nossa formação inicial nunca é suficiente. E nosso trabalho pedagógico diário nas escolas necessita de uma formação com diversos temas, de troca de experiências com outros profissionais e também essa parceria com a Universidade Federal Federal que tem suas pesquisas, seus projetos e esse intercâmbio junto com a escola”, ressaltou o professor da Escola Municipal Agostinho Fonseca Neto, Rodrigo Sousa Cruz.

Fonte: joaopessoa.pb.gov.br

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