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Publicado em: 9 de setembro de 2026

Operação da PF em escritório de Willer Tomaz expõe contexto de investigação envolvendo senador Weverton Rocha

Operação da PF em escritório de Willer Tomaz expõe contexto de investigação envolvendo senador Weverton Rocha

A busca e apreensão realizada pela Polícia Federal no escritório do advogado Willer Tomaz teve origem em um inquérito que investiga fatos ligados ao senador Weverton Rocha, do Maranhão. Tomaz e Rocha mantêm amizade de longa data e são sócios.

Embora o processo não inclua o senador Flávio Bolsonaro como alvo, a operação buscou documentos que poderiam relacioná‑lo ao caso, segundo relatos de um advogado presente.

Autorização judicial e limitações

A diligência foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. A decisão expressamente proibiu o registro de imagens dentro do escritório e restringiu a apreensão de documentos protegidos por sigilo profissional ou que não envolvessem pessoas investigadas.

O material recolhido deveria ser submetido a triagem prévia no gabinete de Mendonça antes de seu uso na investigação.

Disputa judicial envolvendo Richarlison

O imóvel localizado numa ilha em Angra dos Reis é objeto de disputa judicial entre Willer Tomaz e o jogador Richarlison. No processo, Flávio Bolsonaro foi incluído como testemunha, o que ampliou o interesse da equipe policial em documentos ligados ao senador.

Durante a operação, foram apreendidas pastas com escrituras, anotações, notas fiscais e comprovantes de transferências via Pix, ainda que parte desse material não tivesse relação com a investigação de Weverton Rocha.

Desdobramentos e questionamentos

O delegado Gherardi admitiu ter compartilhado fotografias do interior do escritório com a coordenação da operação, embora a decisão judicial proibisse tal prática. O advogado Michael Cunha apontou que o delegado insistiu na coleta de documentos sem vínculo com o caso, o que gerou contestação.

O episódio é apresentado pela defesa como mais um questionamento sobre a conduta dos agentes, ocorrendo antes do afastamento de Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal por determinação de Mendonça. Ademais, a AGU informou ao STF que requer a anulação do afastamento, alegando “lesão à ordem pública”.

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