Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Publicado em: 4 de novembro de 2024

Gilmar Mendes Vota Contra Lei que Proíbe Linguagem Neutra nas Escolas de Votorantim (SP)

Gilmar Mendes Vota Contra Lei que Proíbe Linguagem Neutra nas Escolas de Votorantim (SP)


O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou pela inconstitucionalidade da lei municipal que proíbe o uso de linguagem neutra nas escolas de Votorantim, em São Paulo. O julgamento, iniciado em plenário virtual na última sexta-feira (1º), se estenderá até o próximo dia 11.

Gilmar Mendes, relator do processo, argumentou que decisões sobre diretrizes educacionais e normas linguísticas são competência exclusiva da União, tornando inconstitucionais as legislações estaduais ou municipais sobre o tema. “Esta matéria só pode ser regulamentada pelo Congresso Nacional, sendo vedada a edição de leis estaduais ou municipais, contra ou a favor da linguagem neutra em sistemas de ensino”, explicou o ministro.

O ministro Alexandre de Moraes acompanhou o voto do relator, e a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1.166 ainda será votada pelos outros novos ministros do STF. A ação contra a lei foi protocolada pela Aliança Nacional LGBTI+ e pela Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas (ABRAFH), que argumentam que a proibição busca marginalizar grupos vulneráveis, e não protege a norma culta.

A Câmara Municipal de Votorantim aprovou, em maio de 2023, a Lei nº 2.972, que restringe o ensino da linguagem neutra, alegando a proteção do aprendizado da língua portuguesa segundo a norma culta. Entretanto, decisões semelhantes já foram consideradas inconstitucionais pela Suprema Corte em outros estados. Em junho, o STF invalidou proibições de linguagem neutra em municípios de Goiás e Minas Gerais, e em maio suspendeu uma lei no Amazonas.

O caso de Votorantim se conecta aos temas de “Redução das desigualdades” e “Paz, justiça e instituições eficazes” da Agenda 2030 da ONU, conforme destaque pelo site do STF. A decisão final da Corte pode consolidar a competência que reafirma a competência da União sobre as diretrizes educacionais, defendendo a inclusão e a igualdade de grupos historicamente vulneráveis.



Link da fonte aqui!

Compartile:

Erro, não existe o grupo! Verifique sua sintaxe! (ID: 13)