Uma pesquisa Datafolha realizada entre 18 e 20 de agosto mostra que a governadora Raquel Lyra detém 47 % das intenções de voto em Pernambuco, superando o ex‑prefeito João Campos, que alcança 40 %. O diferencial de sete pontos se mantém acima da margem de erro de três pontos, indicando uma vantagem consolidada.
Aliados da governadora atribuem esse avanço ao aumento da aprovação de sua gestão, à intensificação da presença nos municípios do interior e ao foco em temas locais, conforme apontado pelos analistas que acompanham a corrida.
Estratégias de campanha
Durante a campanha, Raquel Lyra tem reforçado símbolos pernambucanos – cores, peças e a bandeira – além de repetir constantemente o lema “Meu país Pernambuco”. Essa identidade visual busca aproximar o eleitorado do interior e consolidar a imagem de liderança regional.
Em paralelo, a candidata adotou postura neutra em relação à eleição presidencial, mirando tanto apoiadores de Lula (PT) quanto de Flávio Bolsonaro (PL). Ela costuma elogiar o presidente, destacando a parceria institucional entre as gestões.
Desdobramentos políticos
João Campos respondeu intensificando sua agenda no interior e evidenciando a aliança com o presidente Lula, enquanto remete ao legado de seu pai, o ex‑governador Eduardo Campos, buscando se diferenciar da gestão de Paulo Câmara (PSB).
Recentemente, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) pressionou o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) para retirar a candidatura de Ivan Moraes ao governo estadual, na tentativa de unificar a base de apoio ao presidente Lula. A manobra não avançou, e o PSOL manteve sua candidatura, mantendo a disputa plural.
Com 5 % dos eleitores declarando voto em branco, nulo ou nenhum dos dois e 4 % sem resposta, a pesquisa indica que, apesar da liderança de Raquel Lyra, ainda há espaço para alterações no cenário eleitoral à medida que a campanha se aproxima da votação.