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Publicado em: 20 de agosto de 2026

PF investiga suposta rede de influência envolvendo Lula, Lulinha e lobista

PF investiga suposta rede de influência envolvendo Lula, Lulinha e lobista

A Polícia Federal, ao analisar documentos apreendidos após a quebra do sigilo telemático de Roberta Luchsinger, identificou indícios de atuação coordenada entre o grupo formado por ela, Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) e Fernando Bittar. O conjunto de mensagens foi usado como base para um inquérito que investiga suspeitas de tráfico de influência e corrupção.

Entre os trechos analisados, destaca‑se a afirmação de Roberta de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a procurou em 2024 para escolher um cargo no governo. Ela relatou ao empresário que preferiu permanecer na sociedade que mantinha com Lulinha e Bittar, declarando que “anda onde quiser”.

Os investigadores apontaram que o grupo mantinha um canal no WhatsApp chamado “Musaranhos”, onde eram discutidos negócios e projetos de interesse privado. Uma das linhas de investigação envolve um projeto de medicamentos à base de canabidiol, com possível contratação pelo Ministério da Saúde.

Participação de lobistas e funcionários

O relatório da PF menciona a presença do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, como parte da rede de intermediação entre o setor privado e o governo. Além disso, o chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, apelidado de “Marcola”, teria recebido documentos ligados ao projeto de canabidiol.

A defesa de Marcola sustenta que os pagamentos recebidos de Roberta se referiam a um empréstimo pessoal já quitado, porém a PF continua examinando a natureza dessas transações dentro do escopo da investigação.

Desdobramentos e situação atual

Até o momento, as acusações descritas no inquérito não resultaram em condenação judicial, e as investigações permanecem em andamento. A PF destaca que as mensagens revelam uma estratégia de intermediação de interesses privados junto a órgãos do governo federal.

A reportagem da Veja também reproduziu o tweet de 20 de agosto de 2026, que traz a mensagem de Roberta citando o convite de Lula. Embora a data do tweet seja posterior ao período investigado, ele serve como fonte adicional para a divulgação dos documentos.

O caso ilustra a complexidade das relações entre empresários, familiares do presidente e lobistas, e evidencia a atenção das autoridades ao monitoramento de possíveis práticas de tráfico de influência.

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