A nova propaganda eleitoral gratuita transmitida na televisão coloca o senador Sergio Moro (PL‑PR) como protagonista da disputa pelo governo do Paraná. O candidato apresenta‑se como alternativa dentro da direita e centro‑direita, ao mesmo tempo em que traça um panorama da dinâmica política estadual.
Disputa entre facções políticas
Segundo o discurso, o cenário está dividido entre “os aliados do Lula, PT, PT e a esquerda radical” e “os amigos do Lula, o Centrão na veia, o PSD e o MDB”. Moro afirma que esses partidos se apresentam como “sabor direita”, gerando confusão para o eleitor paranaense. O senador conclama o voto ao número 22, associado a Flávio Bolsonaro, como única chance de impedir a “tragédia do PT”.
O jogo no Paraná está claro. De um lado, os aliados do Lula, PT, PT e a esquerda radical. Do outro lado, os amigos do Lula, o Centrão na veia, o PSD e o MDB, que aqui no Paraná se apresentam como “sabor direita”. É por isso que eu peço seu voto e a sua confiança no 22 para o Flávio Bolsonaro, o único candidato com chances reais de derrotar a tragédia do PT
Relação com a atual administração
Apesar das críticas ao agrupamento adversário, Moro destaca a intenção de “dar continuidade aos bons projetos de Ratinho Júnior”, atual governador e membro do PSD. Essa afirmação indica uma estratégia que combina apoio a ações já em curso com a proposição de uma nova liderança de direita.
A mensagem enfatiza que a candidatura pretende reunir “as forças produtivas estaduais” em torno de um projeto de desenvolvimento, sugerindo um foco econômico alinhado às políticas já implementadas pelo governo estadual.
Legado da Lava‑Jato e apoio de Deltan Dallagnol
Ao lado de Moro, participou da transmissão o ex‑deputado federal Deltan Dallagnol, candidato ao Senado pelo Novo. Dallagnol descreveu o Paraná como “uma fortaleza onde os valores da Lava‑Jato estão vivos”, reforçando o vínculo da campanha com a operação que marcou a trajetória política de Moro.
A propaganda ainda ressalta a independência do candidato, ao afirmar que possui “ideias próprias, sem padrinhos políticos e sem apoio do sistema Centrão”. Essa caracterização busca posicionar a candidatura como distinta das alianças tradicionais apontadas como adversárias.
Ao unir a crítica ao Centrão, a promessa de continuidade dos projetos de Ratinho Júnior e o apelo ao legado da Lava‑Jato, a campanha de Moro delineia um eixo central que pode influenciar a configuração do eleitorado no próximo pleito estadual.