Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Publicado em: 29 de agosto de 2026

O impulso da direita latino‑americana ao combate ao narcotráfico

O impulso da direita latino‑americana ao combate ao narcotráfico

A nova aliança militar entre Estados Unidos, Colômbia e Equador surge num cenário de crescente presença de governos de direita na América Latina, todos adotando discursos mais duros sobre segurança.

Além da coalizão liderada por Washington, países como Chile, Perú e El Salvador têm reforçado o papel das Forças Armadas em questões internas, seguindo modelos como o de Nayib Bukele contra as gangues.

Direita latino‑americana e segurança

No Equador, o presidente Daniel Noboa mobilizou milhares de militares contra organizações criminosas e, em 2024, declarou um “conflito armado interno” contra o narcotráfico, intensificando a cooperação com os EUA.

No Chile, o governo utiliza tropas para reforçar o controle de fronteiras e combater a imigração irregular, enquanto no Perú a presidente Keiko Fujimori defende maior participação militar em operações de segurança.

Essas políticas criam um ambiente propício à expansão da Coalizão das Américas contra os Cartéis (A3C), que já conta com 19 países após a entrada da Colômbia, ampliando o escopo da estratégia de combate ao narcotráfico e ao terrorismo transnacional.

Repercussões para o Brasil

O Brasil permanece fora do Escudo das Américas, adotando uma postura cautelosa frente à presença militar americana na região.

Recentemente, Washington classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, medida que permite sanções financeiras, mas, segundo um porta‑voz do Departamento de Estado, não confere poderes militares adicionais aos EUA no território brasileiro.

A classificação como organização terrorista não confere às Forças Armadas dos EUA quaisquer poderes adicionais que elas já não possuam

Essa distinção ressalta a tensão entre a agenda de segurança dos EUA e a soberania brasileira, enquanto partidos de direita no Brasil observam a estratégia norte‑americana como referência para suas propostas eleitorais.

Em síntese, a ofensiva de Donald Trump na América do Sul reflete não apenas um esforço contra o narcotráfico, mas também a consolidação de uma rede de cooperação militar alinhada a governos de direita, cujas reverberações se sentem, inclusive, na política de segurança do Brasil.

Tags:

Compartile:

Erro, não existe o grupo! Verifique sua sintaxe! (ID: 13)