Após a participação de Maria Fernanda de Figueiredo, secretária de Educação de Várzea Grande, em uma manifestação de apoio ao PT, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), declarou sua intenção de exonerar servidores comissionados que se envolverem em atos semelhantes.
Figueiredo integra o primeiro escalão da administração da prefeita Flávia Moretti (PL), fato que trouxe o tema à tona em meio a discussões sobre o alinhamento político dos cargos de confiança.
Contexto político
Brunini justificou a decisão ao comparar sua postura à ação que imagina que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tomaria se algum membro de seu governo apoiasse o candidato Flávio Bolsonaro (PL). Ele afirmou:
Eu pretendo agir como Lula agiria. Se o Lula ia mandar embora, eu vou mandar embora
.
A referência a Lula serve como base para a justificativa de que cargos comissionados, por natureza de confiança, exigem alinhamento ideológico com a gestão municipal.
Comparação com postura de Lula
O prefeito ressaltou que, para ele, “vestir a camisa vermelha do PT” seria motivo suficiente para solicitar a demissão de um servidor comissionado.
Se alguém na minha gestão estiver vestindo a camisa vermelha, do PT ou de Lula, pede para sair porque é cargo de confiança
.
Essa posição indica que a administração pretende manter coerência política entre seus colaboradores e a orientação do governo municipal.
Possíveis desdobramentos
Brunini enfatizou que a medida será aplicada apenas a assessores e comissionados que participarem de manifestações do PT, sugerindo que tais servidores “vão sair da minha gestão”.
O anúncio pode gerar uma reavaliação dos cargos comissionados na prefeitura, bem como provocar discussões sobre a liberdade de expressão dos servidores públicos em contextos políticos.