Em meio à disputa presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), as pesquisas internas, chamadas trackings, têm sido acompanhadas não apenas pelas campanhas, mas também por partidos do chamado centrão.
Partidos como PP e União Brasil utilizam esses levantamentos para mensurar o comportamento do eleitorado e orientar suas estratégias políticas.
Contexto dos levantamentos recentes
De acordo com reportagem da colunista Bela Megale, do O Globo, as informações mais recentes dos trackings apontam para um empate técnico entre Lula e Flávio, mas com uma tendência de crescimento da intenção de voto para o candidato do PL nos últimos dias.
Representantes de PP e União Brasil relataram que, nos últimos cinco dias, a evolução das intenções de voto tem se tornado mais favorável a Flávio, indicando uma mudança perceptível no cenário eleitoral.
Fatores associados à mudança
Na avaliação das lideranças desses partidos, as suspeitas envolvendo Fábio Luís (Lulinha), filho do presidente, e Marco Aurélio Santana Ribeiro (Marcola), ex‑chefe de gabinete, foram apontadas como elementos que podem estar influenciando a perda de desempenho de Lula nos levantamentos internos.
As investigações sobre possíveis casos de tráfico de influência envolvendo os dois nomes foram citadas pelos integrantes das legendas como um dos fatores associados ao recuo de Lula nos trackings.
Enquanto isso, a campanha petista sustenta que os trackings contratados pelo PT permanecem estáveis, mantendo Lula na liderança da corrida presidencial.
Com a divulgação das suspeitas, a pressão dentro da federação formada por PP e União Brasil aumentou, levando o grupo a reconsiderar a posição de neutralidade adotada até então e a avaliar a possibilidade de declarar apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.