O dólar reduzia a intensidade de alta, após chegar a bater R$ 5,11 na abertura da sessão desta sexta-feira (12), na volta do feriado e depois de uma quinta-feira turbulenta nos mercados globais, à medida que aumentaram as dúvidas sobre o ritmo de recuperação da economia global e os temores de uma segunda onda de contágio por coronavírus.

Às 10h39, a moeda norte-americana era vendida a R$ 5,0209, em alta de 1,77%. Mais cedo, na abertura, chegou a registrar alta de mais de 3%, e bateu R$ 5,1128. Veja mais cotações.

Já o Ibovespa opera em queda de mais de 1% nesta sexta.

Na quarta-feira (10), o dólar fechou a R$ 4,9334, com avanço de 0,92%. Já na segunda-feira, fechou a R$ 4,8539, na menor cotação em quase 3 meses. Na parcial do mês ainda acumula queda de 7,55%. No ano, a valorização é de 23,03%.

O Banco Central realizará nesta sexta-feira leilão para rolagem de até 12 mil contratos de swap tradicional com vencimento em setembro de 2020 e fevereiro de 2021, destaca a Reuters.

Cenário externo e interno
As bolsas da Europa operam em alta nesta sexta, após forte tombo na véspera, com as graves perspectivas econômicas divulgadas pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) e os crescentes casos de coronavírus nos Estados Unidos lembrando os investidores de que os danos econômicos causados pela pandemia estão longe de terminar.

Wall Street registrou o pior pregão em quase três meses, em um mercado preocupado com as incertezas sobre a economia e a saúde nos Estados Unidos, após o BC dos EUA ter projetado que a economia norte-americana deve recuar 6,5% em 2020, enquanto o desemprego deve fechar o ano ainda em 9,3%.

Em ajuste após a queda da sessão anterior, boa parte das moedas emergentes ou ligadas a commodities –como dólar australiano, peso mexicano, lira turca e rand sul-africano– saltava acentuadamente contra o dólar nesta sexta-feira, destaca a Reuters.

Jefferson Rugik, da Correparti Corretora, citou em nota “movimento de compensação”, com os participantes do mercado partindo para um movimento de recomposição de posições defensivas, acrescentando que a “única certeza que fica é de que a ‘rainha volatilidade’ deve voltar a exibir forte presença no nosso mercado de câmbio”.

No cenário doméstico, permaneceram as incertezas sobre a perspectivas de recuperação da economia, em meio a um cenário de permanente avanço do número de novos casos diários da Covid-19 e de tensões políticas.

“Na política, o presidente Jair Bolsonaro segue formando sua base de apoio com a entrega de cargos e recriou a pasta do Ministério das Comunicações, entregando-a para o deputado do PSD-RJ, Fábio Faria. Com isso o presidente tem cada vez mais apoio do chamado “centrão” no Congresso”, destaca a equipe da Necton.

Nesta semana, os economistas do mercado financeiro reduziram novamente a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, conforme boletim “Focus” do Banco Central. A projeção passou de uma queda de 6,25% para um tombo de 6,48%.

Já a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estimou uma contração de pelo menos 7,4% para o PIB do Brasil neste ano, podendo chegar a um tombo de 9,1% em caso de segunda onda da pandemia e necessidade de regresso aos confinamentos.

A projeção do mercado brasileiro para a taxa de câmbio no fim de 2020 ficou estável em R$ 5,40, de acordo com o boletim Focus. Para o fechamento de 2021, permaneceu em R$ 5,08 por dólar.

Os investidores seguem projetando um novo corte na taxa básica de juros da economia brasileira na reunião da próxima semana do Copom. Atualmente, a Selic está em 3% ao ano. A previsão dos analistas é que a taxa termine o ano em 2,25%.

 

 

 

 

 

Fonte: G1

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